das “tecnologias” da cultura europeia e da cultura indígena _As (etno)matemáticas

[Em comentário anterior, Marisa destaca um aspecto significativo do post de Luciano acerca das tecnologias da cultura européia e da cultura indígena afirmando que o conhecimento e as novas tecnologias não podem estar separadas do modo de vida … Neste post, Luciano continua com a sua reflexão que, de certa maneira, dialoga com o comentário de Marisa…]

cultoecultura

Enquanto o português usava astrolábios, mapas e demais referências de maneira distinta do índio, visto que o primeiro tinha influências do plano cartesiano (metódico); doutro lado, encontrávamos os chamados selvagens realizando desenhos na areia e com sua etno-matemática sem medo de se lançar em práticas de tentativa e erro numa espécie de caminhar por um caminho que não existe – afinal, o saber é uma viagem, como diz o poema musical de Villa-Lobos -, e também, como diz o poeta espanhol Antonio Machado: “É caminhando que se faz o caminho”.

O europeu norteava-se ora pela ursa maior ora pela menor; tinha ainda a estrela-guia, por exemplo, e perceba como esta é a forma de pensamento do colonizador pautado no imperialismo cultural ao lado da ciência e do cristianismo.

Este encontro de valores, de povos e culturas, resultou na chamada mestiçagem (ou seja, como afirma Darcy Ribeiro, em “O Povo Brasileiro”, já não temos mais o mesmo negro ou o mesmo índio, muito menos, o mesmo branco, em nosso país.

[-Então, fica a pergunta: que pensamento nos reservou o (des) encontro de culturas?]

 

Cosmo Luciano do Nascimento. Radialista, jornalista, arteeducador, licenciando em pedagogia e mestrando em Educação.

Esse post foi publicado em Cultura e tecnologia. Bookmark o link permanente.