Educação permanente a distância para profissionais

A educação a distância (EAD) é uma necessidade das sociedades modernas. Todas as profissões exigem educação permanente, e a modalidade a distância permite ao estudante um aprendizado independente, auxiliado pelas tecnologias que permitem desvencilhar o ato de aprender do ambiente físico da sala de aula ou do auditório.

Fala-se muito em EAD no ambiente acadêmico, mas os profissionais já formados buscam cada vez mais modalidades de estudo que possam ser conciliados com suas cargas horárias. Nestes casos, a criação de ofertas a distância para a educação permanente deve considerar necessidades particulares de cada grupo profissional, adotando os materiais didáticos  (OER) mais adequados para sua operacionalização e as mídias como facilitadoras do processo educacional.

As iniciativas de educação permanente a distância iniciaram no Brasil há mais de um século, acompanhando o desenvolvimento cientifico e tecnológico. No entanto, estas iniciativas foram popularizadas no  virtual nas últimas décadas, com a disseminação da Internet. A incorporação das tecnologias de comunicação no dia-a-dia de todas as profissões diminuiu a distância entre os profissionais e sua formação permanente, inclusive aquela proporcionada por entidades de classe, como Conselhos regulamentadores de profissões e sindicatos. A proposta de palestras e cursos para aprimoramento profissional sempre fizeram parte da rotina deste segmento de entidades, entretanto, com a introdução do EAD, a oferta passa a atender necessidades específicas de horários diferenciados e localidades diferenciadas, possibilitando inclusive pausas nos momentos mais adequados – características da educação moderna voltada a profissionais liberais e autônomos.

O índice de crescimento de oferta de educação a distância em ambientes não educacionais é de 41%. E, de acordo com o Censo da Educação Superior de 2010, as matrículas nos cursos a distância chegam a 14,6% do total de matrículas dos cursos de ensino superior brasileiros. Desta forma, a proposição de educação permanente a distância se torna cada vez mais possível, uma vez que os alunos estão se adaptando desde a graduação ao uso de ferramentas de educação online.

A sociedade já se encontra em fase de plena adaptação aos instrumentos de educação a distância, e a satisfação com os cursos é de 89% em média. A adesão aos cursos não obrigatórios é de 70%, número muito significativo se consideradas as variáveis. A evasão, fator que outrora já foi considerado impeditivo para a educação a distância, é de 23% de acordo com os dados da mesma pesquisa, tendo destaque para a falta de tempo como motivo principal.

A mudança de paradigma educacional ainda representa uma dificuldade para que algumas pessoas ingressem em cursos a distância, e a resistência às novas metodologias faz com que muitos desistam antes de concluir sequer um curso. Cerca de 90% dos evadidos não chegam a completar sequer 50% do conteúdo proposto, evidenciando a falta de contato com a metodologia do curso de forma completa.

No entanto, entre aqueles que concluem os cursos de formação permanente a distância os índices de aceitação são muito expressivos. Apenas 5% desconsideram a possibilidade de fazer novamente um curso a distância, e menos de 20% acreditam que a educação presencial tem mais resultado que à distância.

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4 respostas para Educação permanente a distância para profissionais

  1. ... disse:

    Olá Alessandra, interessante a sua reflexão, mas sugiro colocar a fonte de onde tirou os dados. abç

  2. Olá pessoal, peço desculpas pela falta das referências, acredito que na hora de postar ficaram de fora. Segue a lista completa
    – ABRAEAD. Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e à Distância. São Paulo: Instituto Monitor, 2007-2010.
    – CensoEAD.BR. Relatório Analítico da Aprendizagem à Distância no Brasil. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2010 e 2012
    – OLIVEIRA, Marluce Alves Nunes. Educação Permanente Em Saúde: Possibilidades e Desafios. Brasília: Rev. Bras. Enferm, 2004.
    Alessandra

  3. ... disse:

    Alessandra, Muito obrigado! com relação ao post, tenho dúvidas se se trata de mudança de paradigma educacional, mas com certeza a mudança da modalidade presencial para a distância traz novidades que poderemos explorar como usuários e como pesquisadores.
    abç, Marvi

  4. Daniela disse:

    As possíveis dificuldades dos educandos virtuais se deve principalmente porque estamos em meio a transição de um sistema convencional para o sistema virtual, mas acredito que com o passar dos anos as pessoas irão aderir cada vez mais ao ensino mediatizado pelo computador, dadas as suas facilidades e agilidade no processo educacional. Quando esses estudantes que estão migrando aos poucos estiverem mais familiarizados com esse sistema, outras questões serão cobradas dos educadores para uma pedagogia que seja eficaz para esse tipo de aprendizado, como, por exemplo, re-pensarmos o fato de como poderemos “prender” essa sociedade tão ágil e dinâmica em situações que problematizem eficazmente o aprendizado mediatizado pelo computador.

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