Ambientes Virtuais de Aprendizagem

Fernanda Santos

Em nosso encontro da semana anterior, a discussão sobre ambientes virtuais de aprendizagem foi abordada em diversos aspectos, com contribuições bastante pertinentes para todos nós.

A situação geradora, descrita a seguir,  foi a experiência de uma aluna que utiliza o Ava em seu curso de graduação: a professora propôs um trabalho em grupo e a aluna teve dificuldade em encontrar o link para contatar o grupo, o que gerou um processo hostil entre os participantes, que tomaram a ausência da aluna por desinteresse pelo trabalho.

Em seguida outro aluno que utiliza o AVA de outra universidade colocou que para ele, o trabalho em grupo fluiu normalmente, mas que inicialmente também teve dificuldade em acessar o link.

Outra professora, aluna do doutorado,  contribuiu com sua experiência de aprendizagem virtual em um dos cursos que fez com um relato bastante marcante na questão da interação e conexão intelectual e afetiva que aconteceu em seu grupo, gerando um processo muito bonito de construção de um espaço virtual que se estendeu para a vida dos alunos.

Dentro desse círculo em que todos puderam apontar um pouco de suas considerações, outra integrante, aproveitou os relatos para pontuar a questão no que diz respeito a aprendizagem virtual, de que a tecnologia é falha, não é auto explicativa, essas barreiras precisam ser consideradas para que não se tome por culpadas as pessoas, no caso do não funcionamento do AVA em uma proposta de trabalho.

Ainda nessa  reflexão, a nossa orientadora falou sobre o fato de que algumas empresas geradoras de tecnologia não tem em sua preocupação desenvolver sistemas compatíveis, que a internet ainda é muito lenta, cara,  e o próprio sistema de ambientes virtuais de aprendizagem travam, é uma dificuldade, não ocorre apenas no Brasil. Mas, especificamente, deve-se pensar nos modelos pedagógicos que sustentam esses desenvolvimentos tecnológicos e educacionais. Fez referência á situação de uma aluna que apresentara queixas por ter que acessar o AVA através de internet por linha  discada, o que tornava a situação ainda mais frustrante. As realidades tecnológicas ainda não são estimuladoras, há que se deparar ainda com muitos fatores que limitam seus  usuários.  Deve-se tomar cuidado, ela completa, de não colocar simplesmente o problema no professor.

Compartilhando nossas experiências e reflexões, pudemos descrever os ambientes virtuais – Teleduc, Moodle, ProInfo, Aulanet, WebCt, Blackboard e alguns específicos utilizados nas universidades-  e seus usos a partir da nossa experiência para logo conceituar o mesmo a partir da colocação de cada um, para depois pensar de uma forma mais global sobre a questão dos AVAs.

No próximo encontro continuaremos o debate sobre os AVAs para entrar na questão da cultura que estes usos estão gerando. Que cultura se está gerando em torno do uso dos AVAs, que sentido e significado tem na educação superior atual?

Esse post foi publicado em Educação em Rede, Estudos culturais e tecnologia, Formação de professores, Formação de professores e Tutores - EaD, Paulo Freire _ Pedagogia e marcado . Guardar link permanente.

4 respostas para Ambientes Virtuais de Aprendizagem

  1. jenyree disse:

    Saludos Fernanda!
    Tu historia me parece conocida….Cada vez que trabajamos en entornos virtuales hay una pregunta que debemos hacer de acuerdo a las experiencias que hemos vivido. Es la educación virtual una forma de incluir o de excluir a nuestros alumnos? Según mi experiencia se estudia de forma extendida las posibilidades pedagógicas que tienen las tecnologías (yo estoy de acuerdo con todas ellas), sin embargo creo que podemos potenciar el uso de la herramienta tecnológica como una opción de gestión del currículo de acuerdo a las necesidades de los estudiantes.

  2. Maria Joseneide Apolinario disse:

    Ambiente Virtual de Aprendizagem ( AVA)

    Comumente se ouve falar em AVA no meio acadêmico, de técnicos de informática, de alunos de cursos a distâncias e de pessoas interessadas no assunto.
    O ambiente AVA proporciona aos usuários a interação com o novo. A aprendizagem se dá através do comprometimento, com o outro e com o curso; da pontualidade em responder às atividades propostas ( quer sejam fóruns, chats, tarefas, testes, etc.) e do respeito para com o outro; na interação, na partilha de conhecimentos, no aprender em comunhão.
    Assim o ambiente AVA cria a cada curso, novas turmas com perfil único, que vai se construindo à medida que as interações acontecem.
    Plataformas são criadas para atender às exigências das Universidades ou Instituições de Ensino, de acordo com o público alvo e com a capacidade de armazenamento de arquivos para responder aos cursos.
    Trabalhei no ambiente AVA com o Moodle pela UFJF, onde constantemente o ambiente era revisado pelos técnicos e dependendo da demanda era interrompido para disponibilizar mais espaços para comportar as atividades postadas por alunos e professores; os vídeos, as apostilas, os chats e fóruns, além das mensagens que a plataforma precisava armazenar.
    A PUC/Rio criou a Coordenação Central de Ensino a Distância para atender às exigências do mercado e da própria instituição. Essa coordenação é responsável pelos cursos a distância oferecidos pela instituição. Entre eles o curso de Tecnologias em Educação em parceria com o Ministério da Educação,o qual tive a felicidade de fazer.
    Ainda um exemplo de plataforma AVA é o e-ProInfo do governo federal brasileiro, usado para a formação contínua de professores e comunidade escolar. Neste ambiente os cursos oferecidos são de curta e média duração ( 30 a 160 horas) com o objetivo de atualizar professores e demais agentes da educação no uso das tecnologias aplicadas á educação, das possibilidades de ensinar e aprender num ambiente virtual de aprendizagem que utiliza o ciberespaço para a comunicação e a interação.
    Assim, as diversas formas de aprender e ensinar vão se constituindo na era digital, respeitando-se o tempo de cada um, a disponibilidade para os estudos e a viabilidade para que o ensino chegue aos mais distantes rincões desse nosso Brasil.
    Maria Joseneide Apolinario é aluna do curso de Mestrado em Gestão e Práticas Educacionais
    e tem como tema de estudo o Uso e Apropriação, pelos Professores, dos Laboratórios de Informática do ProInfo.

  3. Margarita disse:

    Jenyree e Joseneide, concordo com a preocupação pela dimensão curricular quando percebemos a desterritorialização da formação para o ambiente da internet. O AVA é um sistema para gerenciar cursos e seu uso responde a uma proposta pedagógico-curricular, entre outros. O ambiente virtual permite criar e acompanhar cursos por meio da Web sempre observando essa proposta pedagógica. Por ejemplo,com o moodle Martin Dougiamas, afirma
    “Em especial, eu fui particularmente influenciado pela epistemologia do construcionismo social – que não só trata a aprendizagem como uma atividade social, mas focaliza a atenção na aprendizagem que acontece em quanto construimos ativamente artefatos (como textos, por exemplo), para que outros vejam ou utilizem. Para mim é crucial que esta plataforma seja fácil de usar – de fato, deveria ser tão intuitiva quanto possível…Eu estou comprometido com a continuidade de meu trabalho no Moodle, e em mante-lo Aberto e Gratuito.”
    É evidente que a gestão tradicional não combina com o currículo da educação aberta. Podem existir tantas propostas de gestão quanto propostas metodológicas, além do AVA escolhido. Na perspectiva freireana a gestão procura a participação dos envolvidos, a produção de cidadania.

  4. fevsantos disse:

    uma das discussões que tivemos nesse encontro sobre a questão dos vínculos que se constroem no AVA me toca diretamente, eu como aluna de AVA, sinto profundamente a superficialidade dos vínculos , a experiência do trabalho em grupo aconteceu comigo e foi muito bom compartilhar e poder ter novas possibilidades de compreender a situação.

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