Tecnologia, mídia e infância

Rizoma e educaçãoCintia Catarina Machado dos Campos; Marilda da Silva Ribeiro –  (Alunas Turma de sábado)

No Brasil não existe restrição ou proibição de propagandas destinadas ao público infantil, ao contrário de países como a Alemanha, onde a publicidade é dirigida aos pais e não há publicidade em horários de programação infantil. Já na Suécia, Canadá e Província Quebec, a propaganda infantil é totalmente proibida. Existe um projeto de lei no Brasil que regulamenta a publicidade destinada à venda de produtos infantis, mas a discussão apenas está começando, é uma discussão bastante polêmica ainda (projeto 865/2011).

Em 2007 uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Pesquisas, constatou que no Brasil 45% das crianças e adolescentes opinam sobre a compra do carro da família, 60% influenciam sobre a aquisição de celulares e 61% sobre computadores, em consequência concluiu-se que, 80% das marcas devem ter como público alvo em suas estratégias de marketing crianças e adolescentes.

Segundo pesquisadores a propaganda direcionada ao público infantil utiliza de técnicas de persuasão e sedução, as quais elas ainda não são capazes de compreender, portanto, não se trata de censura à liberdade de expressão, mas sim de proteger as crianças e, também, garantir a qualidade e diversidade da programação infantil, com o mínimo de respeito necessário à infância.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), uma em cada três crianças brasileiras, com idade entre 5 e 9 anos, está com peso acima do recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e pelo MS (Ministério da Saúde).

Das propagandas anunciadas na programação infantil, 60% são de baixo valor nutritivo e, muitas vezes, associados a brindes, jogos, embalagens atrativas, que aguçam o apetite e estimulam o consumismo. Essa mesma propaganda, que ajuda a criança a engordar, é a que apresenta a magreza como padrão de beleza.

Especialistas em nutrição afirmam que a obesidade infantil pode comprometer o crescimento das crianças e causar problemas na coluna e joelhos, ou seja complicações ortopédicas, além do lado emocional que pode ser afetado.

Pesquisas mostram que no Brasil uma criança vê aproximadamente 5 horas de TV por dia, superando os Estados Unidos.

As crianças como ainda não conseguem filtrar as coisas, acabam por convencer os pais da sua necessidade de determinados produtos e estes por sua vez, para verem os filhos felizes, acabam por ceder, isto prejudica a educação, confundindo as relações afetivas que passam a ser mediadas pelo ter.

Mas a mídia não é a única culpada, pois os pais podem e têm o dever de mediar as escolhas do filho, através do dialogo, despertando assim o censo crítico da criança e influenciando-a positivamente em sobre sua alimentação. Proibir a criança de ver televisão não é a melhor maneira, mas sim dialogar e dizer o por quê não deve consumir este ou aquele produto.

As políticas públicas também devem avançar através de leis que defendam as crianças e adolescentes dos abusos da mídia.

Mas a mídia também tem o seu lado positivo, pois através de reportagens e denúncias várias crianças deixaram de sofrer exploração, de diversos tipos.

As denúncias contra o abuso de crianças costumam repercutir e sensibilizar a população, o que gera cobranças aos órgãos públicos, que acabam por agir com maior rapidez.

O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) está atento a todas estas manifestações, e se posicionou lançando no início de fevereiro de 2013 as novas regras para comerciais destinados as crianças.

Apesar de suas decisões não terem força de lei e as adesões serem voluntárias, como este órgão zela pela credibilidade do seu ramo, as suas regras costumam ser aceitas pelo mercado.

Uma das decisões do CONAR é a proibição do merchanding para o público infantil, também não se poderá mais utilizar “crianças e adolescentes como modelos para vocalizar apelo direto, recomendação ou sugestão de uso ou consumo”.

O bom é que esta decisão chega ao mercado não como uma imposição, pois não é uma lei, mas sim como fruto do amadurecimento dos próprios agentes do mercado.

Existem especialistas, em diversas áreas, que acham que a propaganda deveria ser totalmente proibida para as crianças, já alguns acham que isso seria um retrocesso um retorno à censura, outros que acham que são necessárias algumas ponderações, nem tudo pode ser apresentado à criança, alguns critérios sobre o que e como as coisas podem e devem ser apresentadas.

Realmente, a mídia tem exagerado nos apelos comerciais em se tratando de crianças e adolescentes, portanto, se faz necessário que algumas regras sejam estabelecidas em âmbito nacional, para que as nossas crianças sejam protegidas deste bombardeio de informações, já que elas ainda não têm maturidade suficiente para filtrar o que é bom e o que é ruim.

Os pais também precisam se conscientizar de que nem tudo que aparece na mídia, pode ser dado quando a criança pede, eles precisam aprender a dizer não, sem culpas, pois muitos se sentem culpados por não dar aos filhos o que querem, já que trabalham para dar o melhor para os mesmos.

Será que dar tudo o que eles querem é realmente dar o melhor? Ou será que isto é o mais fácil? Temos que parar e pensar em como estamos prejudicando as nossas crianças cedendo às suas vontades, muitas vezes por falta de paciência, pois eles sabem muito bem ser insistentes e persuasivos, conhecem os adultos que os cercam e sabem como conseguir o que querem.

Infelizmente, na atual sociedade, o consumismo, o ter, é muito mais valorizado do que o ser, mas já está na hora da sociedade acordar para os danos que este modelo está causando às crianças, pois a mídia insiste neste modelo de propaganda porque esta dando certo, nós enquanto consumidores temos que demonstrar nossa insatisfação e a única maneira de fazermos isto é deixando de comprar, de ceder aos apelos e vontades das crianças, comprando apenas o que é realmente é enriquecedor para elas, seja do ponto de vista cultural ou  nutricional.

Fontes:
CRIANÇAS são enganadas…. http://glaucocortez.com/2012/06/09/
MÍDIA e obesidade infantil. www.tvbrasil.ebc.com.br/observatorio/episodio/midia-e-obesidade-infantil
A CRIANÇA e a mídia. http://www.abeso.org.br/pagina/329/a-crianca-e-a-midia.shtml
A PUBLICIDADE afasta-se das crianças. Que ótimo. O Estadão. 07 de fevereiro de 2013 | http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,a-publicidade-afasta-se-das-criancas-que-otimo,994116,0.htm

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4 respostas para Tecnologia, mídia e infância

  1. Maria José Paganotti; Nelson Luiz Da Silva Araujo disse:

    Para atrair as crianças, as propagandas e os produtos direcionados ao público infantil estão cada vez mais atrativos. Utilizam a imagem de atores famosos, personagens infantis, cantores, apresentadores, para transformarem a criança em um consumista.

    Atualmente, as crianças, até por falta de orientação dos pais, se não estão na Escola, e até mesmo lá, em virtude dos avanços da tecnologia, em que qualquer aparelho celular faz as vezes de uma televisão ou de um vídeo game, estão na frente de um aparelho de televisão ou de um computador.
    Estamos na era dos produtos descartáveis e, por este motivo entendemos que a criança já não mais valoriza o que tem: um brinquedo, um calçado ou um livro são facilmente destruídos por falta de cuidado ou quando não, por apresentarem sinais de gastos.

    Não há mais dialogo entre pais e filhos e, nesta brecha a televisão influencia as crianças de forma avassaladora. Não basta os pais tentarem convencer as crianças a não serem consumistas em excesso, tentarem impor limites na ânsia de consumir das crianças. Há sempre na Escola um colega que tem, na vizinhança uma mãe que permite, o que faz com que os pais fiquem na berlinda entre impor limites ou permitir todo o consumo para que seus filhos não fiquem “atrasados” ou “fora de moda”.

    É claro que as crianças podem ter desejos: um brinquedo ou uma roupa por exemplo. Mas isto, em nossa opinião, não esta acontecendo de forma natural. Há uma imposição da mídia que incute na criança o gosto pelo consumo, a necessidade do desnecessário.
    Existe um apelo, da propaganda, para “adulterizar” a criança. O tênis do atleta famoso, que o colega tem, o sanduiche da loja, com que o artista preferido se alimenta, a roupa da apresentadora de programas infantis, toda este massacre propagandístico faz a criança ser, mais e mais, consumista.
    Os pais e os professores, ainda que involuntariamente, tem uma parcela considerável de culpa nesta situação. Se, na Escola, a criança não pode correr e brincar, porque o professor não permite, o que fazer? Jogar vídeo game, no computador ou no celular, de ultima geração é lógico, onde a criança pode fazer o que quiser sem que lhe proíbam. E lá está a propaganda para dizer a esta criança, qual é o melhor aparelho. Na correria da vida moderna, os pais “não tem tempo” para dar atenção aos filhos, pois chegam em casa cansados de trabalhar e não há espaço para ouvirem os filhos, que dizer de brincarem com eles! A “consciência” pesa e o jeito é comprarem tudo o que os filhos, oportunamente manipulados pela mídia, desejam.

    Em consequência crianças e adolescentes perdem também a individualidade. Ficam todas iguais ou muito parecidas: quando as vê na rua, elas estão com fones de ouvidos, celulares, usando roupas e adereços, como bonés, tudo muito parecido, como se as crianças fossem peças saídas de uma linha de montagem de uma indústria qualquer.

    Outra particularidade que notamos nas propagandas, principalmente as de escolas de idiomas direcionadas aos adolescentes, é a facilidade que tem de mostrar este adolescente como um imbecil: a dos adolescentes que viram comida de tubarão achamos que é peculiar para demostrar que a mídia não está interessada na criança, como um individuo com direitos, mas como um mercado comprador, que esta mídia precisa conquistar.

    Pesquisas mostram que a criança brasileira é a que mais assiste televisão no mundo. Ficam de quatro a cinco horas diárias na frente de um aparelho.
    Os profissionais de propaganda também percebem que e quando as crianças mudam e fazem com que os produtos acompanhem estas mudanças. Antigamente a boneca era vista pelas meninas como um bebe e a menina se considerava mãe desta boneca. Hoje os modelos de bonecas fazem as meninas projetarem nelas, bonecas, as princesas que estas meninas sonham em ser.
    Outro prejuízo que a mídia ocasiona as crianças é com relação a alimentação. Nada mais que a criança consome como alimento é natural: as batatinhas, o suco ou refrigerante, os salgadinhos ou qualquer alimento é melhor, mais nutritivo se em sua embalagem tiver a figura do herói favorito ou do artista mais amado pelas crianças. Se o sapatinho toca o sucesso do momento ou no lanche tem o rosto daquele “Mac’ não sei quem”, estes são os melhores produtos.

    A pergunta que se faz é onde está o respeito as crianças e a ética destes profissionais. Acreditamos que não é necessário desrespeitar a criança, como ser humano, para se obter sucesso em qualquer ramo.

    Neste particular é que se torna extremamente importante a figura do professor. Nós, professores, devemos introduzir no espirito da criança, desde a educação infantil, o senso critico. A criança tem que aprender que é um ser com direitos, que tem valor em si mesmo e portanto, que é capaz de escolher e saber distinguir o produto bom do ruim, sem a “ajuda” de ninguém.

    As politicas públicas implementadas também devem ser voltadas a proteger as crianças. Recentemente uma Lei que proibia a veiculação de propagandas de compra “casada” para as crianças, isto é, vender um lanche juntamente com um brinquedo incluso, por exemplo, o PL 193/2008 foi vetada pelo Governador do Estado Geraldo Alckmin (Cf.PL1096/2011). Ainda que entidades, tipo Conselho Regional, tenham incluído em seu Regimento os pontos relevantes da citada Lei, entendemos que a não aprovação da Lei foi um retrocesso na busca da valorização da criança como ser pensante.
    Isto nos leva a outra questão: a consciência politico social, que o professor deve ter para provocar a mudança no conceito de Educação no Brasil.
    Paulo Freire dizia que para exercer em sua plenitude a docência, o professor precisa ter consciência politico social, isto é, ter claro que nossa intervenção na sala de aula e/ou na Escola, apesar de extremamente importante, não é suficiente. A intervenção nas bases tem que vir acompanhada de injunções do professor propenso a mudar a cara da Educação brasileira, com a valorização do educando, na outra ponta da pirâmide.
    É hora de alcançarmos postos de decisão, para interferirmos na vida da criança com respaldo para criarmos mecanismos legais que protejam o educando e o educador, deixando-os à vontade para compartilharem uma educação cidadã, para, consequentemente, esta criança ser valorizada como pessoa e não como agente de consumo.

    No entanto, a mídia pode e deve ser usada como instrumento de educação. Vimos alguns estudos que reforçam a idéia de que os meios de comunicação, dentre as suas diversas funções – informar, entreter, difundir cultura – tem a função de educar. Os programas educativos (Telecurso 2000) ou o uso dos meios de comunicação na escola, são exemplos de sua função educativa.
    Em artigo da Associação Brasileira de Pesquisadores da História da Mídia, da Universidade Federal do Tocantins, de outubro de 2010, já se enfatizava que nós, professores, devemos nos aliar aos meios de comunicação como ferramenta educacional, sob pena de perdermos importância na educação das crianças, em especial, na educação que se dá fora do espaço escolar (HITARA, 2005)

    É, a cada dia, maior o número de informações que a criança recebe. E o acesso a elas torna-se cada vez mais rápido. Os meios de comunicação fazem parte do cotidiano das crianças: além da televisão, elas possuem celulares, Ipod, Ipad, Smartfones, etc.
    A obrigação do professor, e da escola, entendemos, é ensinar estas crianças a receberem estas informações da forma mais proveitosa possível.
    Para tanto é necessário que os professores sejam preparados para esta nova demanda que se apresenta.

    O artigo da Alcar, que citamos, defende a criação de cursos específicos para preparar os professores para os desafios da tecnologia, com acompanhamento de um profissional qualificado, visando que a transição entre a educação convencional e a com auxilio dos meios de comunicação, seja de forma lucrativa para todos.

    Entendemos, entretanto que os cursos específicos são importantes, mas, o mais importante é a manutenção de mecanismos de reciclagem destes professores, sobre o assunto, uma vez que os avanços da tecnologia fazem com que o acesso as informações seja cada vez mais imediato.
    Outro ponto a ser considerado, talvez antecedendo a todos os outros, é o professor ter claro que a mídia influencia, e muito, as crianças e a mediação do professor é que vai determinar se esta influencia será perniciosa ou não.

    Esta mediação pode ser feita de várias maneiras: analisar, em sala de aula, a abordagem que o reporter deu a certa noticia, de conhecimento dos alunos ou discutir a importância das redes sociais na veiculação de informações e seu grau de confiabilidade, ou promover debates, entre os alunos, sobre temas “do momento”, da novela, dos jornais, etc. Assim, os alunos desenvolverão senso critico, aprenderão que tudo esta sujeito a analise e que nada é uma verdade absoluta.
    Perceberão que a construção da visão critica é um processo contínuo e que nossa intermediação é de grande valia.

    Estando os professores capacitados para exercer esta mediação, o uso das práticas da chamada Educomunicação, na sala de aula, estarão aptos a formarem crianças capazes de distinguir o certo e o errado, independente da opinião das “massas”.

    Referências
    HITARA, Francielly Thaís. SILVA, Priscila Kalinke. DELIBERADOR, Luzia Yamashita.
    Espaço Educação: Um Olhar Crítico dos Meios de Comunicação e o Exercício da Cidadania.
    http://www.ump.edu.br/midialogos/ed_02/artigos/Espaco%20Urbano.pdf

    Jornal Folha De São Paulo – 04/02/2013
    ALCAR.Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia. http://alcarnorte.wordpress.com/

  2. Carolina Antonio - Enviado por Contato - sexta-feira, 22 de março de 2013. disse:

    Entre as décadas sessenta a noventa a educação passou de repressiva a participativa, isto é o aluno passou a participar da sua instrução.
    O CEI é a denominação moderna para o nome CRECHE. Esse estabelecimento atualmente passou da simples assistência á Pré-Educação: Dai CEI (Centro de Educação Infantil).
    O CEI, então, entra como estabelecimento Pré- Educativo isto é: de simples babás, após nossa formação para PEIs., passamos a educadoras.
    Ao saírem de casa em busca de qualidade de vida tornam-se vitimas do capitalismo e, seus filhos tornam-se vitimas de suas ausências.
    A mídia é improdutiva em relação á educação básica e confusa quanto aos adolescentes e adultos. A mídia é, portanto, não cidadã, mas capitalista.

    Na época em que vivemos, há muito tempo a educação não ocorre apenas na família e na escola. Os meios de comunicação têm ampla e fortíssima atuação na educação das crianças, e já que não é possível isolar seus efeitos, é necessário fazer com que essas instâncias educativas – família, escola e mídia – passem a cooperar. Não adianta apenas criticar a influência da mídia na educação das crianças. A cultura popular é, acima de tudo, uma cultura do prazer, e não se pode simplesmente ignorá-la ou eliminá-la de nossas vidas. São necessário que se conheça suas potencialidades a maneira como atua, de modo a minimizar seus efeitos negativos e aperfeiçoar os positivos. Para que isso seja possível, os pais devem procurar conhecer os programas que os filhos assistem, para analisar os valores e as ideias que são veiculados, e tentar formar o espírito crítico e diminuir a passividade diante dos meios de comunicação. Em suma, família necessita assumir-se como principal responsável pela educação de seus filhos, devem tomar para si a tarefa de orientá-los para a vida e transmitir-lhes os valores fundamentais. Nenhuma família pode se entregar ao desânimo diante dessa tarefa. A escola, por sua vez, deve abrir mão de sua autoimagem de retentora única do conhecimento para se transformar em um espaço de interação e trocas, de ensino e aprendizagem em duas vias (professor-aluno e aluno-professor). A escola deve ser um local onde se discute debate e critica, onde se constroem significados e posturas ativas diante do bombardeamento de informações e de ideologia a que todos estamos submetidos. Cooperativamente, família e escola devem se empenhar em promover valores, atitudes e comportamentos humanistas e espiritualistas, que sirvam como uma alternativa viável ao superficialismo que a cultura popular faz reinar entre nós, e que nós temos comodamente aceito. Segundo Shirley Steinberger coautora de Kinderculture, obra já citada, “devemos utilizar nossa força pessoal e coletiva para transformar a variedade deforma pelas quais o poder das grandes corporações, obtido através de seu acesso à mídia, nos oprime e nos domina” (STEINBERG, 1997).
    WADSWORTH, Barry J. Inteligência e afetividade da criança na teoria de Piaget. São Paulo: Pioneira, 1997. VIGOTSKY, L. S. O desenvolvimento psicológico na infância. São Paulo:
    Maria de los Dolores Jimenez Peña* Coordenação e organização
    Tercia de Tasso Moreira Pitta**

  3. Margarita disse:

    Oi Carolina,
    O seu comentário apresenta novas provocações, me leva a repensar com relação a: assistir, atender, instruir ou educar a criança pequena? Como a mídia, o chamado quarto poder, incide na formação cidadã e/ou consumista da criança como ato pedagógico? Como evitar a simples formação de consumidores e favorecer a produção?Que pedagogia é essa?
    Fica claro no seu comentário que a sua opção é pela educação como um direito e que isso se relaciona com a denominação da instituição que passou por mudanças obedecendo ás diversas politicas publicas . Seja a creche ou o CEI, respondem a propostas pedagógicas diferenciadas.

    Veja, a Constituição Federal prevê:
    Art 149 – A educação é direito de todos e deve ser ministrada, pela família e pelos Poderes Públicos, cumprindo a estes proporcioná-la a brasileiros e a estrangeiros domiciliados no País, de modo que possibilite eficientes fatores da vida moral e econômica da Nação, e desenvolva num espírito brasileiro a consciência da solidariedade humana.

    Ou seja, a educação é um direito da criança… segundo o Plano Nacional da Educação (PNE) a Meta 1 é: “Universalizar, até 2016, o atendimento escolar da população de 4 e 5 anos, e ampliar, até 2020, a oferta de educação infantil de forma a atender a 50% da população de até 3 anos. “
    “Entre 2005 e 2009, a frequência à escola na faixa de idade 0 a 3 anos subiu de 13,4% para 18,4%, com crescimento médio de cerca de 8,5% ao ano. A manutenção desta taxa anual levaria a um atendimento de 44,5% das crianças de 0 a 3 em 2020, ou seja, é preciso elevar o número de vagas em creches a uma velocidade acima da atualmente praticada. É preciso que o atendimento cresça a uma taxa de 9,7% ao ano para atingir a meta estipulada.”

    Ou seja, mais crianças no circuito escolar cheio de mídia e tecnologia …as que podem ser usadas de maneira crítica e criativa …mas sabemos que a grande mídia e setores do mercado faturam com isso, como tem ocorrido com outras situações, não somente com a educação infantil.

    Há que se reforçar que na LDB, no art.4 IV está previsto que o atendimento gratuito em creches e pré-escolas às crianças de zero a seis anos de idade; e, que ainda, nas propostas curriculares encontramos orientações para o uso da mídia …
    Acredito que há muita informação, muitas orientações legais e pedagógicas que nos ajudam a pensar e usar a Mídia para colaborar com a família e a escola para a formação cidadã, critica e não simplesmente com a formação do consumidor.

    Talvez você possa explorar mais a nova visão da infância no mundo atual no livro STEINBERG, Shirley R., KINCHELOE, Joel L. (org.). Cultura infantil; a construção corporativa da infância. Tradução de George Eduardo Japiassú Bricio. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001, 415p.
    Um abraço
    Margarita

  4. . disse:

    ainda hoje:
    Lei obriga os pais a matricular criança de 4 anos na pré-escola

    Diário Oficial da União – Seção 1 – Edição nr 65 de 05/04/2013 Pag. 1
    … Atos do Poder Legislativo . LEI No – 12.796, DE 4 DE ABRIL DE 2013 Altera a Lei no 9.394,
    de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional,
    para dispor sobre a formação dos profissionais da educação e dar out…
    ..
    http://www.in.gov.br/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=1&data=05/04/2013

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