Vinte visões da educação a distância

20visionesEaDMargarita Victoria Gomez

O debate e as diversas vertentes da educação a distância se ampliam e atualizam constantemente. Isso ficou claro quando a Universidade de Guadalajara, depois de vinte anos de estabelecer formalmente a educação a distância, convidou vinte profissionais para, a partir da nossa experiência e conhecimentos, compartíssemos a nossa visão e as expectativas sobre essa modalidade de aprendizagem.

A variedade riquíssima de textos mostrou que este tema é o lugar onde hoje pode se nutrir o debate para melhores abordagens futuras. O respeito, uso e gozo da diversidade têm sido sempre um diferencial da proposta da Universidade de Guadalajara, como nos lembra Manuel Moreno.

O livro Veinte visiones de la educación a distancia gerou vinte encontros que não mantêm e nem disseminam uma única ideia para projetar e operar a educação à distância. A complexidade do fenômeno educacional a distância permite, nesta obra, a colaboração do leitor atento para que receba e recrie essas visões de acordo com a complexidade e a sua própria visão.

Este livro foi lançado, concomitantemente, no Encontro Internacional de Educação a Distância e na Feira Internacional do Livro (FIL) de Guadalajara, realizada em novembro de 2012.

O livro está organizado em sete eixos, que abrangem os inícios da educação a distância, os profissionais e seus atores, a noção de ambientes e sistemas de aprendizagem, a educação em rede e as comunidades de aprendizagem, bem como a avaliação de EaD.

Vinte importantes leituras de profissionais sobre o tema são apresentadas, entre eles as de Manuel Moreno Castañeda, Sir John Daniel, Jan Visser, Marlene M. Blois, Lorenzo García Aretio, Beatriz Fainholc, Frederic Litto, Lucio Teles e Laura Coutinho, María Elena Chan Núñez  e a minha própria, entre outros.

Nós como autores temos estudado, refletido e experienciado a modalidade de educação aberta, em rede e a distância, elaborado conceitos e propostas concretas. Perspectivas clássicas, contribuições pioneiras, de gestores e professores, abrem perspectivas para os diversos paradigmas que enriquecem o atual debate.  Por isso, as temáticas apresentadas encontram ressonância na trajetória da própria modalidade e na prática dos autores nacionais e internacionais, envolvendo diversas abordagens de trabalho neste campo de conhecimento, no qual existe uma heterogeneidade riquíssima.

Boa leitura e acredito que seja início de ricos debates.

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4 respostas para Vinte visões da educação a distância

  1. Maristela disse:

    Parabéns! A noção de “circulo de cultura digital” defendida no livro se corresponde com a visão emancipadora da educação em rede e acredito que pode contribuir bastante com as praticas pedagógicas realizadas na internet.

  2. Irecê Meneguim Fernandes disse:

    Não é necessário hoje entender muito sobre tecnologia para perceber que a Educação a distância é progressiva e crescente no mundo todo, o que diferencia e enriquece esta proposta é esse acolhimento da heterogeneidade tanto de experiências como de modalidades do curso, Gostaria de mais informações sobre o livro. Grata!

  3. Margarita Victoria disse:

    Irece, Obrigada,
    Você pode fazer download do livro no seguinte link:

    http://biblioteca.udgvirtual.udg.mx/eureka/pudgvirtual/20_visiones_web.pdf
    Esperamos o seu parecer sobre o livro ou sobre algum dos capítulos.
    abç
    Margarita

  4. Beto disse:

    “el círculo de cultura digital (CcuD), como estrategia y espacio específico para organizar el aprendizaje y el trabajo docente/discente en red….La educación en red, por ser rizomática, no responde a un modelo de educación bancaria y contenidista, a una concepción epistemológica arbórea –aunque no la excluye–, puesto que admite las rupturas que ocurren a partir de las cuales se retoman y se conforman otros rizomas o círculos que no responden a jerarquías ni a órdenes establecidas de significación. Por no ser copia o calco de otras, es revolucionaria, porque permite la producción y deja que el sujeto entre en el proceso de aprendizaje con su cultura, sus dudas, indagaciones y saberes, y establezca algunas relaciones y no otras; esto le permite tomar distancia de determinismos teóricos, metodológicos y tecnológicos…” p.138

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